AgriculturaMundo

Agronegócio Notícias – COP-26 deve abordar papel positivo do agro na mitigação de emissões, diz ministra

2 Minutos de leitura
Imagem/Freepik
  • Imagem/Freepik

Ao participar do Fórum Brasil Pró Clima, Tereza Cristina destacou as ações já praticadas no Brasil para garantir a sustentabilidade na agricultura

 

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, defendeu que o papel positivo da agropecuária para a mitigação de emissões e adaptação às mudanças climáticas deve ser reconhecido durante as discussões da COP-26, que acontecerá em novembro em Glasgow, na Escócia. Ao participar do Fórum Brasil Pró Clima, realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pelo Canal Agromais, ela destacou as ações já praticadas no Brasil para garantir a sustentabilidade na agricultura.

“Essas duas palavrinhas são mágicas: mitigação e adaptação. Tenho convicção de que a agricultura brasileira já vem fazendo isso há muito tempo, através de várias políticas públicas para estímulo de práticas como plantio direto, o Renovabio, o uso da segunda safra na mesma área, as florestas plantadas, a política de Bioinsumos que cresce cada vez mais. A experiência brasileira tem demonstrado que é possível atingir resultados expressivos a partir de uma abordagem equilibrada de sustentabilidade na agricultura. Entendemos que essa é a visão que deve prevalecer no âmbito das negociações da COP e para além de novembro”, disse.

A ministra enfatizou que é preciso mostrar que a agropecuária brasileira promove, além da geração de renda e da segurança alimentar, a conservação ambiental e destacou a importância do setor privado para carregar essa mensagem ao mundo. “Não há sustentabilidade a menos que todos os elos da cadeia estejam envolvidos e comprometidos”.

O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Orlando Ribeiro Leite, também participou do evento e disse que o Mapa vai aproveitar a COP-26 para apresentar programas que representam o que há de mais moderno na agricultura brasileira, como o Plano ABC+ e o Cadastro Ambiental Rural (CAR). Segundo ele, um dos maiores desafios do agro brasileiro é a percepção no exterior sobre a sustentabilidade no país.

“É preciso diferenciar o problema que temos do problema da imagem. No imaginário popular europeu, a Amazônia está queimando, estão extraindo madeira do coração da Amazônia, e a gente sabe que não é isso. Estamos empenhados para chegar em 2030 sem desmatamento ilegal”, disse o secretário, ressaltando que é preciso contar com a iniciativa privada brasileira e internacional para chegar a essa meta.

O presidente do Conselho Temático de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, Marcelo Thomé, garantiu que o setor industrial já assumiu responsabilidade com a agenda ambiental.

“A sustentabilidade está no DNA da indústria, que busca eficiência e economia de recursos para se tornar mais competitiva e atender às exigências do mercado internacional. O mundo cobra do Brasil responsabilidade ambiental e o setor privado tem interesse em se manter alinhado com os acordos internacionais”, disse.

Regularização Fundiária

A regularização fundiária foi apontada pelos participantes como uma das ações para combater o desmatamento ilegal no país, especialmente na Amazônia. O secretário Orlando Ribeiro lembrou que grande parte do desmatamento ilegal ocorre em terras que não têm propriedade.

O representante da CNI também enfatizou que a regularização fundiária é uma das ações mais efetivas para o combate ao desmatamento. “O ilícito acontece na terra que não tem dono, porque quando tem dono o Estado tem a quem imputar a responsabilidade. A regularização fundiária, além de ser um mecanismo crucial para o combate ao desmatamento é também um mecanismo de desenvolvimento econômico”, disse Marcelo Thomé.

 

 

Informações: MAPA

695 matérias

Sobre o autor
Redação. Os conteúdos publicados no Portal Agronegócio Notícias são de responsabilidade dos seus autores e não refletem necessariamente a opinião do veículo, sendo todo material de responsabilidade exclusiva dos respectivos autores como textos e imagens.  É também assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional conforme o Inciso XIV do Artigo 5 da Constituição Federal de 1988.
Matérias
Conteúdos relacionados
AgriculturaBrasilGoiás

Agronegócio Notícias - Com expressiva procura do público, curso de produção de bioinsumos terá outras turmas

O consumo de bioinsumos pelos produtores brasileiros é quase o dobro em comparação à média mundial O cultivo de morangos de Adriano…
Agricultura

Agronegócio Notícias - Produtores que contrataram seguro rural ou Proagro devem respeitar o calendário de semeadura e o Zarc para plantio da soja

O calendário de semeadura considera parâmetros fitossanitários e faz parte da estratégia para o manejo da Ferrugem Asiática da Soja. Já o…
BrasilMundo

Agronegócio Notícias - Apex lança programa para divulgação do agro brasileiro no exterior

Em 2019, o Mercosul e a UE fecharam um acordo de livre comércio A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos…

Deixe um comentário